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13 de janeiro de 2014

Aquele com o inverno dinamarquês.

Já escrevi sobre isso por aqui, mas a Dinamarca é de fato um dos meus lugares favoritos nesse mundo. É claro que ter uma família maravilhosa + uma paisagem mais idílica impossível + comida tradicional cinco estrelas realmente contribui para esses sentimentos, mas esse pequeno país é muitíssimo especial. Não posso nem explicar direito, juro… Só sei que basta eu colocar meus pés no aeroporto de Copenhague para surtar e começar a clicar mil fotografias, pois cada canto é uma imagem já revelada em minha cabeça. Os monumentos cobertos de tons esverdeados – eles realmente me chamaram a atenção quando visitei pela primeira vez, no início de 2010 -, as igrejas super simples e deslumbrantes, a decoração criativa e minimalista que me tira o fôlego… Tudo parece novo, embora eu já tenha ido por lá diversas vezes. E é claro que, no final das contas, meu jeitinho-turístico-de-olhar-tudo se transformou em piada interna para aqueles que vivem lá e enxergam tudo por meio de uma lente cotidiana. Cada dia resulta em pelo menos umas 200 e poucas fotos. MUITAS, mas MUITAS fotos meus amigos. E esse impulso tende a ficar muito pior quando me aproximo do mar, numa área calma e relativamente remota chamada Rågeleje. Não é à toa que viver perto de lá está em nossos planos, aqueles não tão distantes e que envolvem bebês gordinhos. <3

A very cold Denmark...

Esse casarão 100% preto fica bem em frente à praia, e é uma das coisas mais lindas e sinistras que já vi! Hahah, sério! Fiquei hipnotizada, ainda mais porque não tinha ninguém ali, super deserto e macabro. E o sorvete delícia, que compramos na área dos pescadores, era tamanho MÉDIO – quase não deu para segurar a máquina com a mão direita enquanto eu o segurava com a outra. SONHO. E sim, estava frio de um jeito que nem consigo recordar direito.

A admiração que sinto por nosso cantinho dinamarquês é muito diferente daquela que sinto por Londres, por exemplo. Londres é cosmopolita, cheia de paisagens incríveis e monumentos gigantes que impõem respeito por si só, toda aquela coisa de cidade grande repleta de atividades. Mas o que eu vejo e ouço em Annisse/Rågeleje e arredores é paz, pureza: a natureza, o som dos animais, o pôr do sol de tirar o fôlego, a comida feita com o que cresce no jardim, a praia congelante e deserta… Tudo me conecta à ideia de que encontrei calma e plenitude. Viver dessa maneira deve ser muito, muito bom. Sinto isso nas pessoas de lá, que parecem respirar em um ritmo diferente e bem mais simples. Loucura, poesia demais para o seu gosto? Pode até ser, mas ainda assim sinto tudo isso e mais um pouco toda vez que estou por lá. Tudo me tira o ar. E acho que as fotografias deste último lote, de dezembro de 2013, definitivamente refletem isso.

Quer ir à Dinamarca? . E de preferência, saia de Copenhague e explore o que há ao redor. Pode confiar. (L)

xxx

Denmark via Instagram.

Algumas fotos via iPhone no Instagram, @alondonstory.


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12 de janeiro de 2014

COISAS. Um monte de coisas.

Então, durante mais uma ronda online em busca de alguns produtos de manutenção para o flat, me lembrei de uma coisa:

CUIDAR

DE

UM

FLAT

NÃO

É

FÁCIL.

Nem fácil, muito menos barato. Sério! É um pouco assustador, mesmo quando você é absolutamente obcecada por limpeza e organização. O problema não é dar conta das tarefas e tal, mas sim lembrar o que deve ser feito – e QUANDO deve ser feito, para ser mais precisa. Cheguei até a fazer um documento no laptop para não esquecer de absolutamente nada, e também para nutrir aquela sensação de que dou conta e sei viver muito bem com minhas manias.

Bits & pieces.

Máquina de lavar roupas? Precisa de um higienizador especial para ficar limpinha e cheirosinha. Máquina de lavar pratos? Precisa de um sabão especial praticamente todo mês, para permanecer limpinha e evitar o surgimento de calcário. Chaleira? Precisa de um líquido específico, que também evita o acúmulo de calcário e tudo o mais. O chão, que é de madeira e bem lisinho, precisa de um produto especial. O esfregão e o balde de limpeza devem ser bons, pois agilizam a tarefa e te fazem esquecer um pouco o quão chato é retirar absolutamente TUDO do chão para limpar cada aresta do local. Um aspirador, na minha opinião, é o item mais importante: uma máquina lerda e com sucção tosca transforma o ato de aspirar em um verdadeiro martírio. Os móveis de madeira e metal devem ser limpos com produtos especiais, já que ninguém por aqui quer danificar nenhuma superfície. O piso de madeira da varanda, que é todo vazado, fica 100% exposto e obviamente precisa de alguns cuidados e ferramentas de jardinagem. O banheiro, é claro, exige atenção e paciência – principalmente se, como eu, você não consegue fazer um serviço pela metade. QUERO TUDO BRILHANDO, quero tudo limpinho. Essa sou eu, desde que me entendo por gente. E agora moramos em um lugar pequeno, então se surgir uma bagunça… acho que perco a saúde, estilo Mônica-do-F.r.i.e.n.d.s.

O Reino Unido é lotado de prédios antigos que exigem manutenção constante, e a umidade certamente não ajuda quem não curte cuidar de seus cantinhos. Juro, só ao pensar nos mofos que existem por aqui, fico meio (total) doida. Não consigo ser desleixada, não consigo me sentir confortada em meio à bagunça e sujeira. E em 2013, aprendi: manter um lugar impecável requer paciência e muitas libras, mas a satisfação sempre compensa. Sair do conforto da casa dos nossos pais não é sofrido nesse aspecto, é apenas um novo capítulo a ser explorado. Ao menos é assim que me sinto, com mais responsabilidades e menos #mimimi na rotina. Como tem gente que faz tudo isso também sem ajuda e mora em lugares bem maiores, muitas vezes com crianças ao redor, aí eu não sei…

#mistériosdavida.

xxx


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22 de dezembro de 2013

Natal Escandinavo.

Não sei nem expressar o quão ansiosa estou agora: esse será o meu primeiríssimo Natal em terras dinamarquesas! HOORAY! Sim, apesar de já ter ido lá não sei quantas vezes, passar essa data na terrinha gelada ainda é algo super inédito. Além da presença da nossa família e amigos do país, muitas outras coisas interessantes já rondam a minha cabeça. No Brasil, as celebrações são geralmente bem católicas, e na Dinamarca o cenário é totalmente diferente – assim, BEM diferente. A maioria da população é protestante, e de certa forma acho que nossa família do lado de lá está inclusa nessa fatia – e eu, que não sigo nenhuma religião mas curto observar tudo o que é manifestação religiosa, serei apresentada a diversos costumes que só conheço à distância.

Be merry! <3

Imagem: Modcloth & algum Photoshop

Por exemplo: na Dinamarca, a madeira é muito valorizada quando falamos em brinquedos infantis e até mesmo decorações de Natal. Tudo tende a ter um toque artesanal e criativo (vale lembrar que a Escandinávia tem muito orgulho de sua estética moderna e, ao mesmo tempo, simples). A data também é sinônimo dos famosos “Nisse”, que parecem doendes vestidos de Papai Noel mas NÃO são nada disso (insira aqui a voz do meu marido ressaltando a informação HAHAH). As famílias costumam espalhar esses bonequinhos em vários locais da casa, contar histórias misteriosas às crianças, colocar comidinhas feitas com arroz para os Nisse “comerem” nos porões durante a madrugada… Dobraduras bem difíceis também são tradicionais, e as famílias costumam passar um dia inteiro trabalhando nelas lado a lado. Mas isso já conheço, pois faz um tempo que meus sogros nos mandam por correspondência uns kits que são vendidos no país. Mal posso esperar para ver tudo isso de perto. São tradições como essas que me empolgam quando penso que, um dia, faremos isso com nossos próprios filhos. Acho uma pena que, no Brasil, atividades simples assim não fazem parte nem da imaginação das pessoas. As que conheço, ao menos.

Danish Food! <3

Acho que irei bater minhas 734.824.230 fotos de sempre, daí provavelmente irei escrever aqui para não esquecer jamais. Para a data ser perfeita, só mesmo se o pessoal lá do meu ninho brasileiro fizesse uma surpresa e surgisse do nada. #whoknows #notsooptimistic <3

MERRY X-MAS!

xxx


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